PARA LER (COM MAIS PROPRIEDADE) “IRACEMA” E “MACUNAÍMA”

Tags

, , ,

A tod@s @s que têm se mantido firmes no propósito de entender o sentido de se estudar a formação da Literatura Brasileira a partir de suas narrativas, participando das atvidades propostas e considerando-se de fato estudantes de Letras, segue uma breve relação de textos que apresentam elementos para a compreensão do caráter de nacionalidade presente nas duas obras.

Os textos indicados foram apresentados na aula de 06/02/2014. Lemos trechos de alguns e pontuamos alguns conceitos e noções recorrentes nas discussões acadêmicas sobre IracemaMacunaíma, solicitando que todos busquem ler esses e outros textos encontrados em pesquisas pessoais que relacionem palavras-chave empregadas nas exposições feitas em aula.

E nas próximas aulas, não esqueçam de levar para a aula o exemplar de um dos romances, para leitura e releitura, individual e coletiva. Após a leitura dos textos literários, a recomendação é que os alunos passem à leitura e discussão em grupos dos textos indicados e de outras  leituras afins que porventura estejam sendo realizadas.

Sempre levando fé na rapaziada,

Prof. Orlando

TEXTOS INDICADOS (sugiro seguir a sequência apresentada)

WALTY, Ivete L. C. Iracema, Macunaíma e o quieto animal da esquina: o nacional em retratos e borrões (1998).

CUNHA, Rubelise. “Deslocamentos: o entre-lugar do indígena na Literatura Brasileira do século XX” (2007)

HELENA, Lúcia. “A narrativa de fundação: Iracema, Macunaíma Viva o povo brasileiro (1993).

SILVA, Karin H. S. “Iracema, Macunaíma e Viva o Povo Brasileiro: discurso literário e (des)construção da identidade brasileira

PEREIRA, Danglei de Castro. “O índio na Literatura Brasileira: contradições“. (A partir da página 82)

CLUBE DE LEITURA: NARRATIVAS DA NACIONALIDADE

Tags

, , , , , ,

Clique na imagem para fazer o download do livro.

Caríssim@s, Estamos nesta semana retomando nossos trabalhos. Vimos, até aqui, a tradição que forma um imaginário sobre o Novo Mundo e sobre o Brasil, imagens criadas principalmente para o reconhecimento por parte do nosso “Outro” – inicialmente Portugal e a Europa. Os portugueses, os europeus, nos legaram não apenas dívidas históricas que ainda hoje pedem reparação; legaram também sistemas de pensamento e de sensibilidade, valores e representações que influenciaram a formação da sociedade, da economia, da política e da arte no Brasil. A partir das próximas aulas passaremos a conversar sobre um outro momento, posterior ao “localismo” e ao “nativismo”: a “nacionalidade”. Como, esteticamente, literariamente, tentamos apoiar a “fundação” do Brasil como país, e não mais como colônia? Iracema Macunaímadois livros interessantes para compreender a evolução dos projetos, das propostas literárias que acontecem enquanto o país está-se constituindo como um sistema cultural que somente agora começa a ganhar formas efetivas de implementação como ações de política pública em escala realmente nacional. Cada alun@ deve

Macunaima - download

optar por uma das duas obras e obtê-la no formato preferido (digital e impresso) até a próxima quinta-feira. Quem já con
hecer bem ambos os livros, pode buscar a fortuna crítica, principalmente aquela que discuta aspectos da nacionalidade, do nacionalismo, e afins. Fragmentos dos livros serão lidos em voz alta na sala de aula, assim como “clubes de leitura”, reunindo de quatro a oito alunos em torno do mesmo texto, formando quandos grupos forem necessários.

DEPOIMENTO: Brasileiros (entre outros) nos Diários de Andy Warhol

Tags

, , , ,

Por Antonio Bivar*

Num único volume de mais de mil páginas, editado por Pat Hackett, o Diários de Andy Warhol foi primeiro publicado em 1989, dois anos depois de sua morte. A tradução brasileira, por Celso Loureiro Chaves, saiu aqui no mesmo ano, pela L&PM. Daí que, 15 anos depois, passando por uma banca de revistas vi que os Diários estavam de volta, agora, para conforto do leitor, publicados em dois volumes pela L&PM Pocket (R$ 29 cada volume). Na banca só havia o primeiro volume e não resisti: comprei. Eu já tinha lido a edição americana assim que saiu e era novidade. Na releitura, 15 anos depois, sem o compromisso tipo obrigatório da novidade, o prazer é maior e com todo o L’Air du Temps de décadas já bem passadas. Ainda que grosso, esse primeiro volume (600 páginas, de 1976-1981) é um registro warholiano do turbilhão de festas, eventos, lugares e nomes coruscados na explosão do culto às celebridades, culto que teve seu primeiro surto naquela época. Todas as manhãs Andy Warhol ditava por telefone a Pat Hackett como fora o seu dia anterior, e Pat, exímia taquígrafa tudo anotava. Diário é uma espécie de sacola onde se joga tudo. De modo que, da sacola do Andy pesquei algumas pérolas, entre as quais algumas em que o diarista cita brasileiros com certa intimidade. E como estamos no ano da Copa no Brasil, vou começar pelo que Andy Warhol conta sobre Pelé. E outras pérolas, na sequência, para dar uma ideia dos gossips dos Diários de Andy. Camp as camp can.

Quarta-feira, 13 de junho de 1977. De táxi até a Rockefeller Plaza para ir ao escritório da Warner Communications ver Pelé, o jogador de futebol que está sendo fotografado para a Interview. Ele é adorável, lembrou que me encontrou uma vez no Regine’s. Ele tem uma cara engraçada, mas quando sorri fica lindo.

Terça-feira, 27 de setembro de 1977. Ahmet Ertegun telefonou convidando para o jantar em homenagem a Pelé. Meu retrato de Pelé seria apresentado, o pai e a mãe de Pelé estavam lá e eles são uma graça, e a mulher dele é branca, mas todo mundo é de uma cor diferente na América do Sul – os pais dele também são de cores diferentes.

Sexta-feira, 6 de janeiro de 1978. Richard Weisman telefonou e disse que Pelé estava indo à Coe Kerr Gallery e então tive que ir lá autografar (táxi $ 5). Pelé é gentil, me convidou para ir ao Rio como seu hóspede (táxi para casa $ 4).

Segunda-feira, 29 de maio de 1978. Caminhamos até o One Fifth para almoçar e no caminho vi Patti Smith de chapéu coco comprando comida para o gato dela. Convidei-a achando que recusaria, mas ela disse “Que bom!”. Patti não queria comer muito e por isso comeu metade do meu almoço. Não parecia feia – se se lavasse e vestisse melhor.

Segunda-feira, 5 de junho de 1978. Jerry Hall estava com o mesmo vestido verde Oscar de la Renta com o qual estava na última vez que saí com ela, e quando entramos no elevador notei que ela cheira no sovaco, que não tomou banho antes de se vestir. Portanto acho que Mick [Jagger] deve gostar do cheiro.

Sexta-feira, 1 de dezembro de 1978. Coquetel no escritório antes do jantar para Elizinha Gonçalves no 65 Irving. E fui convidado para a festa de Natal de Jackie O., mais uma vez.

Domingo, 4 de março de 1979. Fomos ao Laurent onde [Salvador] Dalí tinha nos convidado a jantar, havia umas quarenta pessoas lá. Então os garotos quiseram ir à festa da Xenon para Pelé. Nova York está tão cheia de brasileiros que parece que aqui é o carnaval.

Quarta-feira, 14 de março de 1979. Festa da Cartier que Ralph Destino estava oferecendo em comemoração ao aniversário do relógio de pulso de Santos Dumont. Bob ajudou a contatar celebridades (Paulette Goddard, Truman Capote…). E Monique Van Vooren estava lá, disse que Nureyev iria: “Se é para ganhar relógio de graça ele virá.” E naquele momento ele entrou. O relógio de pulso foi inventado a partir da ideia de Santos Dumont, que era piloto.

Quinta-feira, 5 de abril de 1979. Busquei Catherine [Guinness] e fomos para o Regine’s. Paloma Picasso estava lá com o marido e o namorado. Neil Sedaka chegou com a família. Paloma apaixonou-se perdidamente por Neil. Disse que quando tinha dez anos de idade, na Argentina, costumava cantar “Sweet Sixteen” em português e espanhol, e aí cantou para Neil nessas línguas e ele adorou, ficou muito impressionado com ela.

Quarta-feira, 31 de outubro de 1979. Fiquei uptown toda manhã e aí fui encontrar Elizinha Gonçalves e Bob [Colacello] na Mayfair House e caminhamos até o Maxwell’s Plum. Nosso atraso foi conveniente, porque todos estavam esperando para nos ver. Estava cheio, tivemos que fazer força para entrar.

Segunda-feira, 8 de setembro de 1980, Miami. Acho que lugares quentes enlouquecem as pessoas. Fritam o cérebro da gente. No avião, de volta a NY uma senhora sentada na poltrona à minha frente pediu um autógrafo e eu autografei um saquinho de enjoo para ela.

Sexta-feira, 5 de dezembro de 1980. E será que contei que Florinda Bolkan veio para ser retratada? Ela não queria fazer nada sem que Marina Cicogna dissesse ok – nem mexer a cabeça. E [a Condessa] Marina parece uma motorista de caminhão, empurra todo mundo, e se isso é amor, então acho que isso é que é amor.

Domingo, 26 de abril de 1981. Jantar no Da Silvano. E Anna Wintour estava lá. De início não consegui lembrar o nome dela, mas por fim lembrei. Acaba de ser contratada pela revista New York, para ser editora de moda. Queria trabalhar na Interview mas não a contratamos. Talvez devêssemos tê-la contratado. Mas não acho que ela sabe se vestir, na realidade se veste muito mal.

Quarta-feira, 10 de junho de 1981. Bem, minha filosofia de vida é: a vida não é digna de ser vivida sem saúde e saúde é riqueza – é melhor que dinheiro e amizade e amor e qualquer outra coisa.

* Texto escrito para a edição de janeiro de 2014 da revista Joyce Pascowitch, em breve nas bancas.

Conheça a escritora Bernadette Lyra, uma das consultoras de RAÍZES

Tags

, , ,

Nascida em Conceição da Barra, escritora é doutora em cinema e dá aulas de literatura

Por TV Gazeta/ESVitória, ES

Bernadette Lyra (Foto: Tv Gazeta)Bernadette Lyra (Foto: Tv Gazeta)

Nascida em Conceição da Barra, Espírito Santo, Bernadette Lyra é doutora em Cinema pela ECA/USP, com Pós-Doutorado Na Sorbonne. Dá aulas de Cinema e de Literatura e é escritora de ficção várias vezes premiada. Publicou romances, contos e novelas.

Participa de antologias no país e no exterior.  Foi laureada com a Comenda Rubem Braga, pelo Governo do ES. É cronista do jornal A Gazeta.

Bernadette faz parte do time de escritores e historiadores que ajudam a contar a história do Espírito Santo e suas várias etnias na série RAÍZES.

Grande conhecedora da história do nosso estado, Bernadette Lyra tem livros consagrados onde divide um pouco de seu conhecimento com o público, entre eles, “A Capitoa” que conta a história de Luiza Grimaldi, viúva de Vasco Fernandes Coutinho e primeira mulher a governar o Espírito Santo.

Você pode conferir um pouco do trabalho de Bernadette em RAÍZES. Todos os sábados, 12H, naTV Gazeta.

Bibliografia

 A Capitoa – Romance em torno da figura de Luiza Grimaldi, ambientado no século XVI, ficionalizando a História do ES.
 Memória das ruínas de Creta – Livro indicado para o Prêmio Jabuti. Ficção sobre a história mítica da ilha de Vitória, capital do ES.
 A panelinha de Breu  – Romance em torno da figura de Maria Ortiz, ambientado no século XVII e no presente, brincando com a História do ES.
 O jogo cultural do Ticumbi – Dissertação de Mestrado, defendida na UFRJ e desdobrada em artigos publicados em jornais e revistas de todo o país.
 Crônicas em A Gazeta –  sobre vários aspectos históricos e fatos culturais de Conceição da Barra, Vitória e do ES.

Americano cria lista de motivos pelos quais odiou ter morado no Brasil

Tags

,

Você é brasileir@? O que o olhar do estrangeiro evidencia sobre nós mesm@s (sem esquecer de refletir também os opinadores…). Ler sobre esses autores e pensadores que aprofundam o pensamento sobre o Brasil ajuda a entender e, quem sabe, ajude a melhorar a nossa relação com as identidades que herdamos.

 

Um americano, casado com uma brasileira, morou em São Paulo por 3 anos. Depois dessa árdua experiência, ele voltou para sua terra natal e fez questão de criar uma lista de 20 motivos pelos quais odeia viver no Brasil. Um fórum gringo resolveu continuar essa lista e trouxe mais itens que os gringos odeiam no país. Confira:

1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

2. Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

14. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

15. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

16. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.

17. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

18. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

19. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.

20. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.

— Do Fórum —

21. A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.

22. Calçadas no meu bairro são cobertos com mijo e coco de cães que latem dia e noite.

23. Engarrafamentos de Três horas e meia toda vez que chove .

24. Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.

25. Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.

26. Ir a Shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada pra fazer se você não gastar. Há um parque principal e está horrivelmente lotado.

27. O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas , dobradiças , tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.

28. Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.

29. Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez ais.

30. Os brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.

31. A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válida é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.

32. As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que você é incapaz de mover qualquer coisa, além da sua cabeça.

33 . O Brasil é um país de 3° mundo com preços ridiculamente inflacionados para itens de qualidade. Para se ter uma idéia, São Paulo é classificada como a 10ª cidade mais cara do mundo. (New York é a 32ª).

34. A infidelidade galopante. Este não é apenas um estereótipo, tanto quanto eu gostaria que fosse. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais ” virís ” por sairem com várias mulheres .

35. Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.

36. Quando calçadas estão em construção espera-se que você ande na rua. Alguns motoristas se recusam a fazer o menor desvio a sua presença, acelerando a poucos centímetros de você, mesmo quando a pista ao lado está livre.

37. Nem pense em dizer a alguém quando você estiver viajando para o EUA. Todo mundo vai pedir para você trazer iPods, X-Box, laptops, roupas, itens de mercearia, etc. em sua mala, porque eles são muito caros ou não disponíveis no Brasil.

38. A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.

39. Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior). Mesmo ao meio-dia podem ter engarrafamentos enormes que torna impossível você andar mesmo em um pequeno trajeto limitado, a menos que você tenha uma motocicleta.

40. Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.

CANCELAMENTO DA AULA DE HOJE (12/12/2013)

Car@s, em virtude da chuva e das manifestações de motoristas e trocadores de ônibus, não teremos aula…

Não se esqueçam de que devem escolher um romance para leitura nas férias: ou Iracema, ou Macunaíma!

 

Até o ano que vem,

 

prof. Orlando

E-Book: História, etnias, culturas: 500 anos construindo o Brasil : subsídio apresentado à 38a Assembléia Geral da CNBB-2000

Tags

,

Capa
Edicoes Loyola, 2000 – 71 páginas

E-Book: Dialética da colonização

Tags

, ,

Capa
Companhia das Letras, 1992 – 404 páginas
Colonização, culto, cultura. Três palavras que se aparentam pela raiz verbal comum. Colonização diz o processo pelo qual o conquistador ocupa e explora novas terras e domina os seus naturais. Culto remete à memória dos deuses e dos antepassados que vencedores e vencidos celebram. Cultura é não só a herança de valores mas também o projeto de um convívio mais humano. A cada conceito responde uma dimensão temporal – o presente, o passado e o futuro.

E-Book: O caráter nacional brasileiro: história de uma ideologia

Tags

,

Capa
UNESP, 2002 – 460 páginas
Este livro mostra a fragilidade de qualquer estereótipo e se aventura pelos caminhos das raízes do caráter nacional. Estuda os textos iniciais da fase colonial, a literatura do romantismo, o cientificismo de Silvio Romero, a originalidade de Euclides da Cunha e numerosos outros autores, como Nina Rodrigues, Manuel Bonfim, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior. A partir dessas referências, conclui que as ideologias existentes ligadas à definição do caráter nacional brasileiro geralmente não representam a autêntica tomada de consciência de uma nação, mas obstáculos para que um povo se torne livre de preconceitos.

E-Book: A brasilidade nordestina: (a definição de um espaço e de uma cultura nordestina na década de 20)

Tags

, ,

Capa
UFAL, 2008 – 130 páginas
A obra discute identidade cultural, numa trama de relações de poder desiguais, através da noção e dos alcances teóricos do Regionalismo, forma de pensar o país, a região e produção artística a partir de critérios específicos.